DIRETOR

FRANCISCO GARCIA, nascido em São Paulo em 1980, é formado em Cinema pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) no ano de 2005. Sócio fundador da produtora Kinoosfera Filmes (2006), é produtor de longa-metragens, curta-metragens, documentários, roteirista e diretor de diversos vídeos e filmes experimentais em 16mm. Foi ganhador de prêmios nacionais e internacionais com seu primeiro curta-metragem em 35mm DESEQUILÍBRIO (2004), dirigindo no ano seguinte seu segundo curta-metragem em 35mm NANOILUSÃO (2006), roteirizado por Bráulio Mantovani (Cidade de Deus e Tropa de Elite). Em 2008 dirige também o curta-metragem em 35mm A CAUDA DO DINOSSAURO, baseado em obra original do cartunista Angeli. No ano de 2011 dirige seu primeiro longa-metragem intitulado CORES, em fase de finalização. Atualmente desenvolve o projeto de longa-metragem MARA TARA (ganhador do edital de Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos de Longa-metragem do MinC 2008), baseado em personagens de Angeli.

Nota do Diretor

O filme CORES surge para mostrar a amizade e vida rotineira de 3 amigos tão comuns que se perdem facilmente na multidão de uma cidade como São Paulo, preocupada com o tempo, com o progresso tecnológico, com a revitalização do espaço urbano dentro de um complexo quadro social de um lugar que é tido como motor econômico do Brasil. Toda essa realidade objetiva esmaga as vontades individuais e os sonhos cotidianos que permeiam os círculos sociais constituídos em sua maioria pelo trabalho.
Juntos, os três personagens experimentam o êxtase e o tédio como válvula de escape para suportar o vazio interior em que estão sujeitos. Mas, no mundo capitalista, a corda se rompe quando o objeto de consumo tem sua data de validade vencida, retrato histórico da juventude atual que vem da herança de 68, dos hippies anos 70, da contracultura dos anos 80 e da distopia dos 90. Tudo isso fecunda a chamada geração Coca-Cola, tomada pela ânsia do consumo e que forma sua identidade na Indústria Cultural.
Assim o filme narra a perda do significado dos objetivos e da autenticidade da vida através de jovens que buscam romper sua realidade social fechada num espaço e tempo de um capitalismo tardio.
Todo tempo, a busca deles é a fuga do tédio e do medo de ficar sozinho. Daí se estabelece uma relação que persiste na falta de tesão numa sociedade tomada pelo imperativo do gozo.
Por um momento tem-se a impressão de que as coisas podem dar certo, mais a impressão se perde nos tempos em que “tudo que é sólido se desmancha no ar”.

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